Banco de capacitores semi-automático

Os bancos semi-automáticos devem possuir contador próprio para ligar os capacitores e relé de programação horária no qual se programa a hora em que o capacitor deve ser ligado e a hora em que deve ser desligado. Além disso, deve possuir relé tipo falta de fase para evitar que os capacitores queimem em uma possível falta de fase da rede elétrica e relé de retardo na energização de aproximadamente 15 segundos para evitar que os capacitores e contador queimem quando ocorrer um afundamento da tensão. É indicada para corrigir o fator de potência de pequenos estabelecimentos, até no máximo 15kVAr/220VAC, no qual o fator de potência tem pouca variação, em torno de no máximo 10%.

Obs: Apesar de ter o fator de potência corrigido e a eliminação da energia reativa excedente, se utilizarmos os bancos de capacitores semi-automáticos para as empresas que têm muita variação no fator de potência, quando as cargas (motores, transformadores, etc) desligarem, a rede poderá ficar capacitiva (excesso de capacitores ligados) elevando a tensão da rede. Com a elevação da tensão, aumentará o consumo de energia ativa da empresa, aumentando assim a conta de luz e o risco de queima de equipamentos. Conclusão: da mesma forma que os bancos fixos, com a solução dos bancos semi-automáticos elimina-se a multa da energia reativa, porém pode ocorrer um aumento do consumo ativo e queima de equipamentos eletro-eletrônicos do estabelecimento.